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Doutrina Bíblica sobre os Anjos

Pe. Casemiro Biesek

is aqui, como na SUMA TEOLÓGICA, Santo Tomás de Aquino - na Questão 108, Artigo 5 - ensina sobre as ordens hierárquicas dos Espíritos Celestes. E já que Hierarquia é um termo grego que significa "poder sagrado", Dionísio esclarece que esses Espíritos se assemelham 'a forma divina - o quanto possível - lembrando, porém, que sua semelhança divina não lhes cabe por natureza e sim por graça de Deus.

Pois bem, o Doutor Angélico defende sua classificação hierárquica pelo Antigo e Novo Testamentos, como a seguir veremos.

Ele inicia pelos SERAFINS, lembrados em Isaías ( 6, 2); os QUERUBINS , referidos pelo profeta Ezequiel (10, 15 e ss); os TRONOS constam na Carta de S. Paulo aos Colossenses (1, 16); e, em Efésios (1,21) - o Apóstolo lembra : DOMINAÇÕES, VIRTUDES, POTESTADES e PRINCIPADOS; dos ARCANJOS nos fala a Carta Canônica do Apóstolo São Judas. Enfim, os ANJOS perpassam do primeiro livro bíblico ao último - o Apocalipse de São João Evangelista.

Sendo assim, diz São Tomás que é dos próprios nomes dos nove Coros dos Espíritos Celestes que nascem as suas características, ou seja, pelas designações desses Santos Espíritos se deduzem as funções a que Eles são destinados pelo Criador, junto a nós.

Para concluir qual seria a característica e especialidade de cada uma das nove ordens de Anjos, devemos considerar três aspectos dessas catalogações:

  1. Quanto à propriedade de alguma coisa, em relação à sua finalidade e se ela se ajusta ou seja proporcional à sua natureza;
  2. Por certo excesso, quando a atribuição é menor do que a função, a exemplo de um sargento que executasse o trabalho de um cabo;
  3. Por participação, quando aquilo que se atribui a alguém, não lhe condiz plenamente, mas com certa impropriedade, como chamar aos santos homens de deuses; ou chamar ao homem de substância intelectual, em vez de substância racional, porque a primeira é a designação própria dos Anjos, a quem se atribui, como propriedade; ao passo que, somente por participação ou excesso, no segundo exemplo.

Há discrepância, entretanto, na ordenação dos Espíritos Celestes, entre Dionísio que discrimina esses seres pelas suas perfeições espirituais; ao passo que Gregório os classifica considerando mais os ministérios, serviços exteriores ou atividades. Assim, o último os denomina Anjos, porque eles anunciam acontecimentos menores; enquanto os Arcanjos revelam fatos mais relevantes; as Virtudes porque por esses recursos eles operam milagres; as Potestades, porém, por esses poderes repelem seus adversários e os Principados, enfim, dirigem todos os bons Espíritos.

Assim, pela hierarquia, em forma ascendente, temos:

Comunidade.Luzdejeus

Luz de Jesus

Antonio Luiz Carneiro

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Località
Interessi
Sou um cidadão de bem trabalhador e muito afeitvo.
Sejamos Fervorosos de Espirito

Doutrina Bíblica sobre os Anjos

Pe. Carneiro Luiz Comunidade. Luzdejesus.

is aqui, como na SUMA TEOLÓGICA, Santo Tomás de Aquino - na Questão 108, Artigo 5 - ensina sobre as ordens hierárquicas dos Espíritos Celestes. E já que Hierarquia é um termo grego que significa "poder sagrado", Dionísio esclarece que esses Espíritos se assemelham 'a forma divina - o quanto possível - lembrando, porém, que sua semelhança divina não lhes cabe por natureza e sim por graça de Deus.

Pois bem, o Doutor Angélico defende sua classificação hierárquica pelo Antigo e Novo Testamentos, como a seguir veremos.

Ele inicia pelos SERAFINS, lembrados em Isaías ( 6, 2); os QUERUBINS , referidos pelo profeta Ezequiel (10, 15 e ss); os TRONOS constam na Carta de S. Paulo aos Colossenses (1, 16); e, em Efésios (1,21) - o Apóstolo lembra : DOMINAÇÕES, VIRTUDES, POTESTADES e PRINCIPADOS; dos ARCANJOS nos fala a Carta Canônica do Apóstolo São Judas. Enfim, os ANJOS perpassam do primeiro livro bíblico ao último - o Apocalipse de São João Evangelista.

Sendo assim, diz São Tomás que é dos próprios nomes dos nove Coros dos Espíritos Celestes que nascem as suas características, ou seja, pelas designações desses Santos Espíritos se deduzem as funções a que Eles são destinados pelo Criador, junto a nós.

Para concluir qual seria a característica e especialidade de cada uma das nove ordens de Anjos, devemos considerar três aspectos dessas catalogações:

  1. Quanto à propriedade de alguma coisa, em relação à sua finalidade e se ela se ajusta ou seja proporcional à sua natureza;
  2. Por certo excesso, quando a atribuição é menor do que a função, a exemplo de um sargento que executasse o trabalho de um cabo;
  3. Por participação, quando aquilo que se atribui a alguém, não lhe condiz plenamente, mas com certa impropriedade, como chamar aos santos homens de deuses; ou chamar ao homem de substância intelectual, em vez de substância racional, porque a primeira é a designação própria dos Anjos, a quem se atribui, como propriedade; ao passo que, somente por participação ou excesso, no segundo exemplo.

Há discrepância, entretanto, na ordenação dos Espíritos Celestes, entre Dionísio que discrimina esses seres pelas suas perfeições espirituais; ao passo que Gregório os classifica considerando mais os ministérios, serviços exteriores ou atividades. Assim, o último os denomina Anjos, porque eles anunciam acontecimentos menores; enquanto os Arcanjos revelam fatos mais relevantes; as Virtudes porque por esses recursos eles operam milagres; as Potestades, porém, por esses poderes repelem seus adversários e os Principados, enfim, dirigem todos os bons Espíritos.

Assim, pela hierarquia, em forma ascendente, temos:

1 Os ANJOS, isto é, Mensageiros. E desta forma, todos os Espíritos Celestes são nomeados ANJOS, enquanto são Anunciadores das vontades divinas. Mas aqueles que gozam de certa excelência, nessas manifestações, pertencem a graus superiores . Ora, os menores anjos são denominados como Ordem dos Anjos, simplesmente, porque eles se comunicam com os homens, diretamente, sem intermediários.
2. VIRTUDES, porque estes constituem o meio-termo entre essência e operação; e assim, todos os Espíritos Celestes também se dizem Virtudes Celestes. De outra forma, e porque ostentam certo excesso de força, por isso são classificados, como Ordem das Virtudes. Nesse sentido, São Jerônimo ensina que o nome de Virtudes significa uma certa fortaleza viril e imbatível, especialmente em todas as operações divinas. E mais, estão prontos a receber todas as inspirações divinas e sem temor levá-las a efeito: o que caracteriza a fortaleza de ânimo ou virtude destemida.
3. DOMINAÇÕES: - Segundo Dionísio - Dominação é um louvor a Deus, por uma espécie de exagero e participação do poder divino desses Anjos: é que a palavra de Deus chama-lhes DÓMINOS (Dominadores), porque por seus grandes predicados, eles lembram o Senhorio de Deus e assim iluminam seus subordinados, através desses mesmos dons. Ora, São Jerônimo explica o nome Dominações, cujo sentido é: a) - Certa liberdade, isenta da condição servil e livre também de sujeição que a plebe sofre pela tirania, a qual atinge até classes superiores; b) - Certa liderança inflexível que não se rende a qualquer ato de subserviência nem tolera outros atos de servilismo ou opressão, provenientes de tiranos; c) - Um anseio e participação de autêntico Domínio que é exclusivo de Deus. - Do mesmo modo, o nome de qualquer hierarquia significa igualmente participação do que emana de Deus. Assim, as Virtudes porque representam a Força de Deus. E por sua vez, Dominações, porque só o "Dóminus" (Senhor) pode ordenar o que deve ser feito no mundo. Daí diz também Gregório que certas legiões de Anjos estão simplesmente subordinadas à obediência e chamam-se por isso Dominações.
4. POTESTADES, no entanto, têm uma conotação de toda forma de poder. É por esse motivo que Paulo, na Carta aos Romanos (13, 2) diz: "Quem resiste ao Poder, resiste à ordenação de Deus". E, em vista disso, completa Dionísio, que o vocábulo Potestade soa como uma ordem e acatamento às disposições divinas mediante as quais os Superiores atuam sobre os súditos, conduzindo-os para o alto. Portanto, à ordem de Potestades, cabe comandar aos subalternos, no que eles devem fazer.
5. PRlNCIPADOS, vêm de Príncipe ou aquele que, entre os demais, é o primaz e como tal deve ser também o primeiro, na execução do que for mandado pelo Príncipe. Principados são, portanto, os que conduzem com ordem sagrada - segundo São Jerônimo. Nesse sentido, os que conduzem os outros Anjos, sendo os primeiros entre todos, podem ser chamados de Príncipes, como reza o Salmo 67. 26: -". A frente vieram os Príncipes, seguidos pelos que salmodiavam."
6. ARCANJOS - conforme Dionísio - são os que medeiam, entre os Principados e os Anjos. Assim, os Arcanjos são como que PRÍNCIPES - ANJOS, já que em relação aos Anjos, eles são Príncipes; porém, em confronto com os Principados, ficam sendo só Anjos. E, São Gregório acrescenta: - "Chamam-se eles Arcanjos porque eles só presidem aos Anjos, anunciando grandes eventos." Todavia, são eles igualmente Principados, uma vez que presidem a todas as Virtudes Celestes que cumprem as ordenações divinas.
7. SERAFINS - nome que procede não só da Caridade, mas da superabundância da Caridade que lhes advém do ardor ou inflamação desse Amor, visto que Dionísio traduz o nome SERAFINS pelas propriedades de fogo, donde emana o excesso de calor. É que no fogo três características sobressaem: a) - Movimento continuado e para o alto ou seja para Deus; b) - O Poder de ser quente e ativo, pois, não só é inerente ao fogo, como atuante com penetração, entranhando-se no interior com ardente calor; assim, os Anjos excitam o fervor nos seus protegidos e os purificam integralmente pela sua incandescência; c) - Produz ainda claridade luminosa e dessa forma os Anjos, com sua luz inapagável, iluminam perfeitamente os outros seres.
8. QUERUBINS - cujo nome nasce do excesso de sua ciência ou plenitude de saber e, segundo Dionísio, apresentam quatro aspectos:
a) Levam à perfeita visão de Deus;
. b) Recebem a plenitude da luz divina;
  c) Contemplam no próprio Deus a [...]
  c) As restantes ordens localizou-as, na terceira hierarquia, porque as designações deles conduzem à execução.
  Explicitando esses três critérios de hierarquização dos Espíritos Celestes, convém discernir 3 aspectos, quanto ao fim:
a) Visar a finalidade;
  b) Compreender perfeitamente esse fim;
  c) Fixar nosso intento no próprio fim.

Sendo que o segundo item se completa com o primeiro e o terceiro integra-se a ambos. E como Deus é o fim último da Criação, como o Marechal é o último posto da hierarquia do exército, pode acontecer o mesmo nas relações humanas: pois, poucos têm esse algo de dignidade, para que possam, por si mesmos, achegar-se ao Rei ou Chefe; outros ainda têm algo mais, de modo que tenham acesso aos segredos do Rei; e que outros, enfim, vivem em tomo dele, como seus adidos e assistentes. E por essa linha de raciocínio, podemos aceitar a disposição das ordens da 1a. hierarquia. É que os Tronos se elevam tanto, a fim de receberem de Deus, familiarmente, em si mesmos e por essa razão, nele podem conhecer, diretamente, as razões últimas das coisas:- privilégio esse cabível também a toda 1a. hierarquia.

Entretanto, os Querubins conhecem os segredos divinos, supereminentemente.

9. Os Serafins, porém, ultrapassam, no aspecto máximo, entre todos, como seja, unir-se ao próprio Deus, de tal modo que o que é comum a toda a hierarquia número 1, chame-se Ordem dos Tronos, à semelhança do que ocorre com aquilo que é comum a todos os Espíritos Celestes e assim os nominemos de Ordem dos Anjos.

Quanto ao aspecto de governança, temos também 3 aspectos:

  1. Definir aquilo que deve ser feito: caracteriza DOMINAÇÕES;
  2. Fornecer os meios de execução: é o atributo das VIRTUDES;
  3. Caracterizar como os mandatos ou missões devam ser executados: eis ai o papel das POTESTADES.

Quanto à execução dos desempenhos dos Anjos: o principal é a anunciação das coisas divinas. Entretanto, na execução de quaisquer atos, acontecem procedimentos iniciais, seguidos dos decisivos, como no coral que é regido pelo maestro e, numa batalha, a execução é dirigida pelo comandante; e ambos dirigem e conduzem os outros.

E essa é a missão dos PRINCIPADOS.

Outros simplesmente só executam, como fazem os ANJOS.

Outros, no entanto, ficam no meio-termo: e esses são os ARCANJOS.

Parece, pois, correta essa classificação das Ordens Angélicas: é que há sempre afinidade do mais categorizado Anjo da ordem inferior, com a última da superior. - como animais de última categoria se assemelham a plantas da mais alta estirpe.

A primeiríssima ordenação existe entre as Divinas Pessoas que termina com o ESPÍRITO SANTO, o qual é AMOR procedente. Com esta Divina Pessoa, com a qual tem afinidade, a ordem suprema da primeira hierarquia - os SERAFINS - inflamados pelo incêndio de Amor, como do Amor recíproco do PAI e do FILHO, procede o Espírito Santo.

A menor ordem da Primeira Hierarquia são os TRONOS, quer dizer, conforme Gregório: ''Por eles Deus executa os seus Juízos"; recebem, no mais, iluminações divinas para esclarecer a Segunda Hierarquia , à qual pertence a dispensação dos divinos ministérios.

A ordem das POTESTADES, no entanto, tem afinidade com a ordem dos PRINCIPADOS, já que às POTESTADES, assiste o direito de ordenar aos subordinados e esta mesma ordem logo se resume em PRINCIPADOS, que são os primeiros na execução dos divinos ministérios, ou seja, são os prepostos ao império dos povos e reinos, atributo número I, entre os divinos ministérios. E como diz Aristóteles : -"O bem do povo é mais divino do que o bem de um homem só". Assim, também o profeta Daniel diz: - "O príncipe do reino dos persas resistiu a mim".

Todavia, a disposição gregoriana tem lá sua importância e pertinência. É que por serem as DOMINAÇÕES as que definem e mandam, nas coisas que pertencem aos divinos ministérios, os hierarcas que lhes são sujeitos devem se conformar com as determinações daqueles que executam os ministérios divinos. A propósito Santo Agostinho ensina: - "Os corpos são regidos por determinada ordem: - os inferiores pelos superiores e todos pela criatura espiritual e até o mau espírito, pelo espírito bom."

A primeira hierarquia, após as DOMINAÇÕES, chama-se a dos PRINCIPADOS, que presidem aos bons Espíritos.

A seguir, as POTESTADES pelas quais são expulsos os maus espíritos, do mesmo modo que os poderes terrenos subjugam os malfeitores, como bem afirma São Paulo aos Romanos (13, 3-4): ''Porque os governantes não metem medo em vista das boas obras, mas pelas perversas. Ora, queres não temer a Autoridade? Faze o bem e receberás dela elogios. É que o Poder é para ti instrumento de Deus e meio pelo qual te impulsiona para o bem. Se, entretanto, praticas o mal, treme, porque não é à toa que ele empunha uma espada. É realmente o instrumento de Deus para aplicar justo castigo àquele que opera o mal."

Depois vêm as VIRTUDES, que têm poder sobre a Natureza corporal, na operação de milagres.

E pela ordem, enfim, ficam os ARCANJOS e ANJOS que anunciam aos homens coisas altas ou acima da razão; ou então as pequenas, que a nossa razão alcança e compreende.

Conclusão:

Estas são as informações que os Padres e Doutores da Igreja antiga nos oferecem sobre os HIERARCAS CELESTES, distribuídos pelas suas Nove Denominações bíblicas, com seus desempenhos junto ao povo de Deus e o próprio DEUS.

 

 
     
 
 
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Doutrina Bíblica sobre os Anjos

Pe. Casemiro Biesek

is aqui, como na SUMA TEOLÓGICA, Santo Tomás de Aquino - na Questão 108, Artigo 5 - ensina sobre as ordens hierárquicas dos Espíritos Celestes. E já que Hierarquia é um termo grego que significa "poder sagrado", Dionísio esclarece que esses Espíritos se assemelham 'a forma divina - o quanto possível - lembrando, porém, que sua semelhança divina não lhes cabe por natureza e sim por graça de Deus.

Pois bem, o Doutor Angélico defende sua classificação hierárquica pelo Antigo e Novo Testamentos, como a seguir veremos.

Ele inicia pelos SERAFINS, lembrados em Isaías ( 6, 2); os QUERUBINS , referidos pelo profeta Ezequiel (10, 15 e ss); os TRONOS constam na Carta de S. Paulo aos Colossenses (1, 16); e, em Efésios (1,21) - o Apóstolo lembra : DOMINAÇÕES, VIRTUDES, POTESTADES e PRINCIPADOS; dos ARCANJOS nos fala a Carta Canônica do Apóstolo São Judas. Enfim, os ANJOS perpassam do primeiro livro bíblico ao último - o Apocalipse de São João Evangelista.

Sendo assim, diz São Tomás que é dos próprios nomes dos nove Coros dos Espíritos Celestes que nascem as suas características, ou seja, pelas designações desses Santos Espíritos se deduzem as funções a que Eles são destinados pelo Criador, junto a nós.

Para concluir qual seria a característica e especialidade de cada uma das nove ordens de Anjos, devemos considerar três aspectos dessas catalogações:

  1. Quanto à propriedade de alguma coisa, em relação à sua finalidade e se ela se ajusta ou seja proporcional à sua natureza;
  2. Por certo excesso, quando a atribuição é menor do que a função, a exemplo de um sargento que executasse o trabalho de um cabo;
  3. Por participação, quando aquilo que se atribui a alguém, não lhe condiz plenamente, mas com certa impropriedade, como chamar aos santos homens de deuses; ou chamar ao homem de substância intelectual, em vez de substância racional, porque a primeira é a designação própria dos Anjos, a quem se atribui, como propriedade; ao passo que, somente por participação ou excesso, no segundo exemplo.

Há discrepância, entretanto, na ordenação dos Espíritos Celestes, entre Dionísio que discrimina esses seres pelas suas perfeições espirituais; ao passo que Gregório os classifica considerando mais os ministérios, serviços exteriores ou atividades. Assim, o último os denomina Anjos, porque eles anunciam acontecimentos menores; enquanto os Arcanjos revelam fatos mais relevantes; as Virtudes porque por esses recursos eles operam milagres; as Potestades, porém, por esses poderes repelem seus adversários e os Principados, enfim, dirigem todos os bons Espíritos.

Assim, pela hierarquia, em forma ascendente, temos:

1 Os ANJOS, isto é, Mensageiros. E desta forma, todos os Espíritos Celestes são nomeados ANJOS, enquanto são Anunciadores das vontades divinas. Mas aqueles que gozam de certa excelência, nessas manifestações, pertencem a graus superiores . Ora, os menores anjos são denominados como Ordem dos Anjos, simplesmente, porque eles se comunicam com os homens, diretamente, sem intermediários.
2. VIRTUDES, porque estes constituem o meio-termo entre essência e operação; e assim, todos os Espíritos Celestes também se dizem Virtudes Celestes. De outra forma, e porque ostentam certo excesso de força, por isso são classificados, como Ordem das Virtudes. Nesse sentido, São Jerônimo ensina que o nome de Virtudes significa uma certa fortaleza viril e imbatível, especialmente em todas as operações divinas. E mais, estão prontos a receber todas as inspirações divinas e sem temor levá-las a efeito: o que caracteriza a fortaleza de ânimo ou virtude destemida.
3. DOMINAÇÕES: - Segundo Dionísio - Dominação é um louvor a Deus, por uma espécie de exagero e participação do poder divino desses Anjos: é que a palavra de Deus chama-lhes DÓMINOS (Dominadores), porque por seus grandes predicados, eles lembram o Senhorio de Deus e assim iluminam seus subordinados, através desses mesmos dons. Ora, São Jerônimo explica o nome Dominações, cujo sentido é: a) - Certa liberdade, isenta da condição servil e livre também de sujeição que a plebe sofre pela tirania, a qual atinge até classes superiores; b) - Certa liderança inflexível que não se rende a qualquer ato de subserviência nem tolera outros atos de servilismo ou opressão, provenientes de tiranos; c) - Um anseio e participação de autêntico Domínio que é exclusivo de Deus. - Do mesmo modo, o nome de qualquer hierarquia significa igualmente participação do que emana de Deus. Assim, as Virtudes porque representam a Força de Deus. E por sua vez, Dominações, porque só o "Dóminus" (Senhor) pode ordenar o que deve ser feito no mundo. Daí diz também Gregório que certas legiões de Anjos estão simplesmente subordinadas à obediência e chamam-se por isso Dominações.
4. POTESTADES, no entanto, têm uma conotação de toda forma de poder. É por esse motivo que Paulo, na Carta aos Romanos (13, 2) diz: "Quem resiste ao Poder, resiste à ordenação de Deus". E, em vista disso, completa Dionísio, que o vocábulo Potestade soa como uma ordem e acatamento às disposições divinas mediante as quais os Superiores atuam sobre os súditos, conduzindo-os para o alto. Portanto, à ordem de Potestades, cabe comandar aos subalternos, no que eles devem fazer.
5. PRlNCIPADOS, vêm de Príncipe ou aquele que, entre os demais, é o primaz e como tal deve ser também o primeiro, na execução do que for mandado pelo Príncipe. Principados são, portanto, os que conduzem com ordem sagrada - segundo São Jerônimo. Nesse sentido, os que conduzem os outros Anjos, sendo os primeiros entre todos, podem ser chamados de Príncipes, como reza o Salmo 67. 26: -". A frente vieram os Príncipes, seguidos pelos que salmodiavam."
6. ARCANJOS - conforme Dionísio - são os que medeiam, entre os Principados e os Anjos. Assim, os Arcanjos são como que PRÍNCIPES - ANJOS, já que em relação aos Anjos, eles são Príncipes; porém, em confronto com os Principados, ficam sendo só Anjos. E, São Gregório acrescenta: - "Chamam-se eles Arcanjos porque eles só presidem aos Anjos, anunciando grandes eventos." Todavia, são eles igualmente Principados, uma vez que presidem a todas as Virtudes Celestes que cumprem as ordenações divinas.
7. SERAFINS - nome que procede não só da Caridade, mas da superabundância da Caridade que lhes advém do ardor ou inflamação desse Amor, visto que Dionísio traduz o nome SERAFINS pelas propriedades de fogo, donde emana o excesso de calor. É que no fogo três características sobressaem: a) - Movimento continuado e para o alto ou seja para Deus; b) - O Poder de ser quente e ativo, pois, não só é inerente ao fogo, como atuante com penetração, entranhando-se no interior com ardente calor; assim, os Anjos excitam o fervor nos seus protegidos e os purificam integralmente pela sua incandescência; c) - Produz ainda claridade luminosa e dessa forma os Anjos, com sua luz inapagável, iluminam perfeitamente os outros seres.
8. QUERUBINS - cujo nome nasce do excesso de sua ciência ou plenitude de saber e, segundo Dionísio, apresentam quatro aspectos:
a) Levam à perfeita visão de Deus;
. b) Recebem a plenitude da luz divina;
  c) Contemplam no próprio Deus a [...]
  c) As restantes ordens localizou-as, na terceira hierarquia, porque as designações deles conduzem à execução.
  Explicitando esses três critérios de hierarquização dos Espíritos Celestes, convém discernir 3 aspectos, quanto ao fim:
a) Visar a finalidade;
  b) Compreender perfeitamente esse fim;
  c) Fixar nosso intento no próprio fim.

Sendo que o segundo item se completa com o primeiro e o terceiro integra-se a ambos. E como Deus é o fim último da Criação, como o Marechal é o último posto da hierarquia do exército, pode acontecer o mesmo nas relações humanas: pois, poucos têm esse algo de dignidade, para que possam, por si mesmos, achegar-se ao Rei ou Chefe; outros ainda têm algo mais, de modo que tenham acesso aos segredos do Rei; e que outros, enfim, vivem em tomo dele, como seus adidos e assistentes. E por essa linha de raciocínio, podemos aceitar a disposição das ordens da 1a. hierarquia. É que os Tronos se elevam tanto, a fim de receberem de Deus, familiarmente, em si mesmos e por essa razão, nele podem conhecer, diretamente, as razões últimas das coisas:- privilégio esse cabível também a toda 1a. hierarquia.

Entretanto, os Querubins conhecem os segredos divinos, supereminentemente.

9. Os Serafins, porém, ultrapassam, no aspecto máximo, entre todos, como seja, unir-se ao próprio Deus, de tal modo que o que é comum a toda a hierarquia número 1, chame-se Ordem dos Tronos, à semelhança do que ocorre com aquilo que é comum a todos os Espíritos Celestes e assim os nominemos de Ordem dos Anjos.

Quanto ao aspecto de governança, temos também 3 aspectos:

  1. Definir aquilo que deve ser feito: caracteriza DOMINAÇÕES;
  2. Fornecer os meios de execução: é o atributo das VIRTUDES;
  3. Caracterizar como os mandatos ou missões devam ser executados: eis ai o papel das POTESTADES.

Quanto à execução dos desempenhos dos Anjos: o principal é a anunciação das coisas divinas. Entretanto, na execução de quaisquer atos, acontecem procedimentos iniciais, seguidos dos decisivos, como no coral que é regido pelo maestro e, numa batalha, a execução é dirigida pelo comandante; e ambos dirigem e conduzem os outros.

E essa é a missão dos PRINCIPADOS.

Outros simplesmente só executam, como fazem os ANJOS.

Outros, no entanto, ficam no meio-termo: e esses são os ARCANJOS.

Parece, pois, correta essa classificação das Ordens Angélicas: é que há sempre afinidade do mais categorizado Anjo da ordem inferior, com a última da superior. - como animais de última categoria se assemelham a plantas da mais alta estirpe.

A primeiríssima ordenação existe entre as Divinas Pessoas que termina com o ESPÍRITO SANTO, o qual é AMOR procedente. Com esta Divina Pessoa, com a qual tem afinidade, a ordem suprema da primeira hierarquia - os SERAFINS - inflamados pelo incêndio de Amor, como do Amor recíproco do PAI e do FILHO, procede o Espírito Santo.

A menor ordem da Primeira Hierarquia são os TRONOS, quer dizer, conforme Gregório: ''Por eles Deus executa os seus Juízos"; recebem, no mais, iluminações divinas para esclarecer a Segunda Hierarquia , à qual pertence a dispensação dos divinos ministérios.

A ordem das POTESTADES, no entanto, tem afinidade com a ordem dos PRINCIPADOS, já que às POTESTADES, assiste o direito de ordenar aos subordinados e esta mesma ordem logo se resume em PRINCIPADOS, que são os primeiros na execução dos divinos ministérios, ou seja, são os prepostos ao império dos povos e reinos, atributo número I, entre os divinos ministérios. E como diz Aristóteles : -"O bem do povo é mais divino do que o bem de um homem só". Assim, também o profeta Daniel diz: - "O príncipe do reino dos persas resistiu a mim".

Todavia, a disposição gregoriana tem lá sua importância e pertinência. É que por serem as DOMINAÇÕES as que definem e mandam, nas coisas que pertencem aos divinos ministérios, os hierarcas que lhes são sujeitos devem se conformar com as determinações daqueles que executam os ministérios divinos. A propósito Santo Agostinho ensina: - "Os corpos são regidos por determinada ordem: - os inferiores pelos superiores e todos pela criatura espiritual e até o mau espírito, pelo espírito bom."

A primeira hierarquia, após as DOMINAÇÕES, chama-se a dos PRINCIPADOS, que presidem aos bons Espíritos.

A seguir, as POTESTADES pelas quais são expulsos os maus espíritos, do mesmo modo que os poderes terrenos subjugam os malfeitores, como bem afirma São Paulo aos Romanos (13, 3-4): ''Porque os governantes não metem medo em vista das boas obras, mas pelas perversas. Ora, queres não temer a Autoridade? Faze o bem e receberás dela elogios. É que o Poder é para ti instrumento de Deus e meio pelo qual te impulsiona para o bem. Se, entretanto, praticas o mal, treme, porque não é à toa que ele empunha uma espada. É realmente o instrumento de Deus para aplicar justo castigo àquele que opera o mal."

Depois vêm as VIRTUDES, que têm poder sobre a Natureza corporal, na operação de milagres.

E pela ordem, enfim, ficam os ARCANJOS e ANJOS que anunciam aos homens coisas altas ou acima da razão; ou então as pequenas, que a nossa razão alcança e compreende.

Conclusão:

Estas são as informações que os Padres e Doutores da Igreja antiga nos oferecem sobre os HIERARCAS CELESTES, distribuídos pelas suas Nove Denominações bíblicas, com seus desempenhos junto ao povo de Deus e o próprio DEUS.

 

 
   

Doutrina Bíblica sobre os Anjos

Pe. Casemiro Biesek

is aqui, como na SUMA TEOLÓGICA, Santo Tomás de Aquino - na Questão 108, Artigo 5 - ensina sobre as ordens hierárquicas dos Espíritos Celestes. E já que Hierarquia é um termo grego que significa "poder sagrado", Dionísio esclarece que esses Espíritos se assemelham 'a forma divina - o quanto possível - lembrando, porém, que sua semelhança divina não lhes cabe por natureza e sim por graça de Deus.

Pois bem, o Doutor Angélico defende sua classificação hierárquica pelo Antigo e Novo Testamentos, como a seguir veremos.

Ele inicia pelos SERAFINS, lembrados em Isaías ( 6, 2); os QUERUBINS , referidos pelo profeta Ezequiel (10, 15 e ss); os TRONOS constam na Carta de S. Paulo aos Colossenses (1, 16); e, em Efésios (1,21) - o Apóstolo lembra : DOMINAÇÕES, VIRTUDES, POTESTADES e PRINCIPADOS; dos ARCANJOS nos fala a Carta Canônica do Apóstolo São Judas. Enfim, os ANJOS perpassam do primeiro livro bíblico ao último - o Apocalipse de São João Evangelista.

Sendo assim, diz São Tomás que é dos próprios nomes dos nove Coros dos Espíritos Celestes que nascem as suas características, ou seja, pelas designações desses Santos Espíritos se deduzem as funções a que Eles são destinados pelo Criador, junto a nós.

Para concluir qual seria a característica e especialidade de cada uma das nove ordens de Anjos, devemos considerar três aspectos dessas catalogações:

  1. Quanto à propriedade de alguma coisa, em relação à sua finalidade e se ela se ajusta ou seja proporcional à sua natureza;
  2. Por certo excesso, quando a atribuição é menor do que a função, a exemplo de um sargento que executasse o trabalho de um cabo;
  3. Por participação, quando aquilo que se atribui a alguém, não lhe condiz plenamente, mas com certa impropriedade, como chamar aos santos homens de deuses; ou chamar ao homem de substância intelectual, em vez de substância racional, porque a primeira é a designação própria dos Anjos, a quem se atribui, como propriedade; ao passo que, somente por participação ou excesso, no segundo exemplo.

Há discrepância, entretanto, na ordenação dos Espíritos Celestes, entre Dionísio que discrimina esses seres pelas suas perfeições espirituais; ao passo que Gregório os classifica considerando mais os ministérios, serviços exteriores ou atividades. Assim, o último os denomina Anjos, porque eles anunciam acontecimentos menores; enquanto os Arcanjos revelam fatos mais relevantes; as Virtudes porque por esses recursos eles operam milagres; as Potestades, porém, por esses poderes repelem seus adversários e os Principados, enfim, dirigem todos os bons Espíritos.

Assim, pela hierarquia, em forma ascendente, temos:

1 Os ANJOS, isto é, Mensageiros. E desta forma, todos os Espíritos Celestes são nomeados ANJOS, enquanto são Anunciadores das vontades divinas. Mas aqueles que gozam de certa excelência, nessas manifestações, pertencem a graus superiores . Ora, os menores anjos são denominados como Ordem dos Anjos, simplesmente, porque eles se comunicam com os homens, diretamente, sem intermediários.
2. VIRTUDES, porque estes constituem o meio-termo entre essência e operação; e assim, todos os Espíritos Celestes também se dizem Virtudes Celestes. De outra forma, e porque ostentam certo excesso de força, por isso são classificados, como Ordem das Virtudes. Nesse sentido, São Jerônimo ensina que o nome de Virtudes significa uma certa fortaleza viril e imbatível, especialmente em todas as operações divinas. E mais, estão prontos a receber todas as inspirações divinas e sem temor levá-las a efeito: o que caracteriza a fortaleza de ânimo ou virtude destemida.
3. DOMINAÇÕES: - Segundo Dionísio - Dominação é um louvor a Deus, por uma espécie de exagero e participação do poder divino desses Anjos: é que a palavra de Deus chama-lhes DÓMINOS (Dominadores), porque por seus grandes predicados, eles lembram o Senhorio de Deus e assim iluminam seus subordinados, através desses mesmos dons. Ora, São Jerônimo explica o nome Dominações, cujo sentido é: a) - Certa liberdade, isenta da condição servil e livre também de sujeição que a plebe sofre pela tirania, a qual atinge até classes superiores; b) - Certa liderança inflexível que não se rende a qualquer ato de subserviência nem tolera outros atos de servilismo ou opressão, provenientes de tiranos; c) - Um anseio e participação de autêntico Domínio que é exclusivo de Deus. - Do mesmo modo, o nome de qualquer hierarquia significa igualmente participação do que emana de Deus. Assim, as Virtudes porque representam a Força de Deus. E por sua vez, Dominações, porque só o "Dóminus" (Senhor) pode ordenar o que deve ser feito no mundo. Daí diz também Gregório que certas legiões de Anjos estão simplesmente subordinadas à obediência e chamam-se por isso Dominações.
4. POTESTADES, no entanto, têm uma conotação de toda forma de poder. É por esse motivo que Paulo, na Carta aos Romanos (13, 2) diz: "Quem resiste ao Poder, resiste à ordenação de Deus". E, em vista disso, completa Dionísio, que o vocábulo Potestade soa como uma ordem e acatamento às disposições divinas mediante as quais os Superiores atuam sobre os súditos, conduzindo-os para o alto. Portanto, à ordem de Potestades, cabe comandar aos subalternos, no que eles devem fazer.
5. PRlNCIPADOS, vêm de Príncipe ou aquele que, entre os demais, é o primaz e como tal deve ser também o primeiro, na execução do que for mandado pelo Príncipe. Principados são, portanto, os que conduzem com ordem sagrada - segundo São Jerônimo. Nesse sentido, os que conduzem os outros Anjos, sendo os primeiros entre todos, podem ser chamados de Príncipes, como reza o Salmo 67. 26: -". A frente vieram os Príncipes, seguidos pelos que salmodiavam."
6. ARCANJOS - conforme Dionísio - são os que medeiam, entre os Principados e os Anjos. Assim, os Arcanjos são como que PRÍNCIPES - ANJOS, já que em relação aos Anjos, eles são Príncipes; porém, em confronto com os Principados, ficam sendo só Anjos. E, São Gregório acrescenta: - "Chamam-se eles Arcanjos porque eles só presidem aos Anjos, anunciando grandes eventos." Todavia, são eles igualmente Principados, uma vez que presidem a todas as Virtudes Celestes que cumprem as ordenações divinas.
7. SERAFINS - nome que procede não só da Caridade, mas da superabundância da Caridade que lhes advém do ardor ou inflamação desse Amor, visto que Dionísio traduz o nome SERAFINS pelas propriedades de fogo, donde emana o excesso de calor. É que no fogo três características sobressaem: a) - Movimento continuado e para o alto ou seja para Deus; b) - O Poder de ser quente e ativo, pois, não só é inerente ao fogo, como atuante com penetração, entranhando-se no interior com ardente calor; assim, os Anjos excitam o fervor nos seus protegidos e os purificam integralmente pela sua incandescência; c) - Produz ainda claridade luminosa e dessa forma os Anjos, com sua luz inapagável, iluminam perfeitamente os outros seres.
8. QUERUBINS - cujo nome nasce do excesso de sua ciência ou plenitude de saber e, segundo Dionísio, apresentam quatro aspectos:
a) Levam à perfeita visão de Deus;
. b) Recebem a plenitude da luz divina;
  c) Contemplam no próprio Deus a [...]
  c) As restantes ordens localizou-as, na terceira hierarquia, porque as designações deles conduzem à execução.
  Explicitando esses três critérios de hierarquização dos Espíritos Celestes, convém discernir 3 aspectos, quanto ao fim:
a) Visar a finalidade;
  b) Compreender perfeitamente esse fim;
  c) Fixar nosso intento no próprio fim.

Sendo que o segundo item se completa com o primeiro e o terceiro integra-se a ambos. E como Deus é o fim último da Criação, como o Marechal é o último posto da hierarquia do exército, pode acontecer o mesmo nas relações humanas: pois, poucos têm esse algo de dignidade, para que possam, por si mesmos, achegar-se ao Rei ou Chefe; outros ainda têm algo mais, de modo que tenham acesso aos segredos do Rei; e que outros, enfim, vivem em tomo dele, como seus adidos e assistentes. E por essa linha de raciocínio, podemos aceitar a disposição das ordens da 1a. hierarquia. É que os Tronos se elevam tanto, a fim de receberem de Deus, familiarmente, em si mesmos e por essa razão, nele podem conhecer, diretamente, as razões últimas das coisas:- privilégio esse cabível também a toda 1a. hierarquia.

Entretanto, os Querubins conhecem os segredos divinos, supereminentemente.

9. Os Serafins, porém, ultrapassam, no aspecto máximo, entre todos, como seja, unir-se ao próprio Deus, de tal modo que o que é comum a toda a hierarquia número 1, chame-se Ordem dos Tronos, à semelhança do que ocorre com aquilo que é comum a todos os Espíritos Celestes e assim os nominemos de Ordem dos Anjos.

Quanto ao aspecto de governança, temos também 3 aspectos:

  1. Definir aquilo que deve ser feito: caracteriza DOMINAÇÕES;
  2. Fornecer os meios de execução: é o atributo das VIRTUDES;
  3. Caracterizar como os mandatos ou missões devam ser executados: eis ai o papel das POTESTADES.

Quanto à execução dos desempenhos dos Anjos: o principal é a anunciação das coisas divinas. Entretanto, na execução de quaisquer atos, acontecem procedimentos iniciais, seguidos dos decisivos, como no coral que é regido pelo maestro e, numa batalha, a execução é dirigida pelo comandante; e ambos dirigem e conduzem os outros.

E essa é a missão dos PRINCIPADOS.

Outros simplesmente só executam, como fazem os ANJOS.

Outros, no entanto, ficam no meio-termo: e esses são os ARCANJOS.

Parece, pois, correta essa classificação das Ordens Angélicas: é que há sempre afinidade do mais categorizado Anjo da ordem inferior, com a última da superior. - como animais de última categoria se assemelham a plantas da mais alta estirpe.

A primeiríssima ordenação existe entre as Divinas Pessoas que termina com o ESPÍRITO SANTO, o qual é AMOR procedente. Com esta Divina Pessoa, com a qual tem afinidade, a ordem suprema da primeira hierarquia - os SERAFINS - inflamados pelo incêndio de Amor, como do Amor recíproco do PAI e do FILHO, procede o Espírito Santo.

A menor ordem da Primeira Hierarquia são os TRONOS, quer dizer, conforme Gregório: ''Por eles Deus executa os seus Juízos"; recebem, no mais, iluminações divinas para esclarecer a Segunda Hierarquia , à qual pertence a dispensação dos divinos ministérios.

A ordem das POTESTADES, no entanto, tem afinidade com a ordem dos PRINCIPADOS, já que às POTESTADES, assiste o direito de ordenar aos subordinados e esta mesma ordem logo se resume em PRINCIPADOS, que são os primeiros na execução dos divinos ministérios, ou seja, são os prepostos ao império dos povos e reinos, atributo número I, entre os divinos ministérios. E como diz Aristóteles : -"O bem do povo é mais divino do que o bem de um homem só". Assim, também o profeta Daniel diz: - "O príncipe do reino dos persas resistiu a mim".

Todavia, a disposição gregoriana tem lá sua importância e pertinência. É que por serem as DOMINAÇÕES as que definem e mandam, nas coisas que pertencem aos divinos ministérios, os hierarcas que lhes são sujeitos devem se conformar com as determinações daqueles que executam os ministérios divinos. A propósito Santo Agostinho ensina: - "Os corpos são regidos por determinada ordem: - os inferiores pelos superiores e todos pela criatura espiritual e até o mau espírito, pelo espírito bom."

A primeira hierarquia, após as DOMINAÇÕES, chama-se a dos PRINCIPADOS, que presidem aos bons Espíritos.

A seguir, as POTESTADES pelas quais são expulsos os maus espíritos, do mesmo modo que os poderes terrenos subjugam os malfeitores, como bem afirma São Paulo aos Romanos (13, 3-4): ''Porque os governantes não metem medo em vista das boas obras, mas pelas perversas. Ora, queres não temer a Autoridade? Faze o bem e receberás dela elogios. É que o Poder é para ti instrumento de Deus e meio pelo qual te impulsiona para o bem. Se, entretanto, praticas o mal, treme, porque não é à toa que ele empunha uma espada. É realmente o instrumento de Deus para aplicar justo castigo àquele que opera o mal."

Depois vêm as VIRTUDES, que têm poder sobre a Natureza corporal, na operação de milagres.

E pela ordem, enfim, ficam os ARCANJOS e ANJOS que anunciam aos homens coisas altas ou acima da razão; ou então as pequenas, que a nossa razão alcança e compreende.

Conclusão:

Estas são as informações que os Padres e Doutores da Igreja antiga nos oferecem sobre os HIERARCAS CELESTES, distribuídos pelas suas Nove Denominações bíblicas, com seus desempenhos junto ao povo de Deus e o próprio DEUS.

 

 
     
 
 
1 Os ANJOS, isto é, Mensageiros. E desta forma, todos os Espíritos Celestes são nomeados ANJOS, enquanto são Anunciadores das vontades divinas. Mas aqueles que gozam de certa excelência, nessas manifestações, pertencem a graus superiores . Ora, os menores anjos são denominados como Ordem dos Anjos, simplesmente, porque eles se comunicam com os homens, diretamente, sem intermediários.
2. VIRTUDES, porque estes constituem o meio-termo entre essência e operação; e assim, todos os Espíritos Celestes também se dizem Virtudes Celestes. De outra forma, e porque ostentam certo excesso de força, por isso são classificados, como Ordem das Virtudes. Nesse sentido, São Jerônimo ensina que o nome de Virtudes significa uma certa fortaleza viril e imbatível, especialmente em todas as operações divinas. E mais, estão prontos a receber todas as inspirações divinas e sem temor levá-las a efeito: o que caracteriza a fortaleza de ânimo ou virtude destemida.
3. DOMINAÇÕES: - Segundo Dionísio - Dominação é um louvor a Deus, por uma espécie de exagero e participação do poder divino desses Anjos: é que a palavra de Deus chama-lhes DÓMINOS (Dominadores), porque por seus grandes predicados, eles lembram o Senhorio de Deus e assim iluminam seus subordinados, através desses mesmos dons. Ora, São Jerônimo explica o nome Dominações, cujo sentido é: a) - Certa liberdade, isenta da condição servil e livre também de sujeição que a plebe sofre pela tirania, a qual atinge até classes superiores; b) - Certa liderança inflexível que não se rende a qualquer ato de subserviência nem tolera outros atos de servilismo ou opressão, provenientes de tiranos; c) - Um anseio e participação de autêntico Domínio que é exclusivo de Deus. - Do mesmo modo, o nome de qualquer hierarquia significa igualmente participação do que emana de Deus. Assim, as Virtudes porque representam a Força de Deus. E por sua vez, Dominações, porque só o "Dóminus" (Senhor) pode ordenar o que deve ser feito no mundo. Daí diz também Gregório que certas legiões de Anjos estão simplesmente subordinadas à obediência e chamam-se por isso Dominações.
4. POTESTADES, no entanto, têm uma conotação de toda forma de poder. É por esse motivo que Paulo, na Carta aos Romanos (13, 2) diz: "Quem resiste ao Poder, resiste à ordenação de Deus". E, em vista disso, completa Dionísio, que o vocábulo Potestade soa como uma ordem e acatamento às disposições divinas mediante as quais os Superiores atuam sobre os súditos, conduzindo-os para o alto. Portanto, à ordem de Potestades, cabe comandar aos subalternos, no que eles devem fazer.
5. PRlNCIPADOS, vêm de Príncipe ou aquele que, entre os demais, é o primaz e como tal deve ser também o primeiro, na execução do que for mandado pelo Príncipe. Principados são, portanto, os que conduzem com ordem sagrada - segundo São Jerônimo. Nesse sentido, os que conduzem os outros Anjos, sendo os primeiros entre todos, podem ser chamados de Príncipes, como reza o Salmo 67. 26: -". A frente vieram os Príncipes, seguidos pelos que salmodiavam."
6. ARCANJOS - conforme Dionísio - são os que medeiam, entre os Principados e os Anjos. Assim, os Arcanjos são como que PRÍNCIPES - ANJOS, já que em relação aos Anjos, eles são Príncipes; porém, em confronto com os Principados, ficam sendo só Anjos. E, São Gregório acrescenta: - "Chamam-se eles Arcanjos porque eles só presidem aos Anjos, anunciando grandes eventos." Todavia, são eles igualmente Principados, uma vez que presidem a todas as Virtudes Celestes que cumprem as ordenações divinas.
7. SERAFINS - nome que procede não só da Caridade, mas da superabundância da Caridade que lhes advém do ardor ou inflamação desse Amor, visto que Dionísio traduz o nome SERAFINS pelas propriedades de fogo, donde emana o excesso de calor. É que no fogo três características sobressaem: a) - Movimento continuado e para o alto ou seja para Deus; b) - O Poder de ser quente e ativo, pois, não só é inerente ao fogo, como atuante com penetração, entranhando-se no interior com ardente calor; assim, os Anjos excitam o fervor nos seus protegidos e os purificam integralmente pela sua incandescência; c) - Produz ainda claridade luminosa e dessa forma os Anjos, com sua luz inapagável, iluminam perfeitamente os outros seres.
8. QUERUBINS - cujo nome nasce do excesso de sua ciência ou plenitude de saber e, segundo Dionísio, apresentam quatro aspectos:
a) Levam à perfeita visão de Deus;
. b) Recebem a plenitude da luz divina;
  c) Contemplam no próprio Deus a [...]
  c) As restantes ordens localizou-as, na terceira hierarquia, porque as designações deles conduzem à execução.
  Explicitando esses três critérios de hierarquização dos Espíritos Celestes, convém discernir 3 aspectos, quanto ao fim:
a) Visar a finalidade;
  b) Compreender perfeitamente esse fim;
  c) Fixar nosso intento no próprio fim.

Sendo que o segundo item se completa com o primeiro e o terceiro integra-se a ambos. E como Deus é o fim último da Criação, como o Marechal é o último posto da hierarquia do exército, pode acontecer o mesmo nas relações humanas: pois, poucos têm esse algo de dignidade, para que possam, por si mesmos, achegar-se ao Rei ou Chefe; outros ainda têm algo mais, de modo que tenham acesso aos segredos do Rei; e que outros, enfim, vivem em tomo dele, como seus adidos e assistentes. E por essa linha de raciocínio, podemos aceitar a disposição das ordens da 1a. hierarquia. É que os Tronos se elevam tanto, a fim de receberem de Deus, familiarmente, em si mesmos e por essa razão, nele podem conhecer, diretamente, as razões últimas das coisas:- privilégio esse cabível também a toda 1a. hierarquia.

Entretanto, os Querubins conhecem os segredos divinos, supereminentemente.

9. Os Serafins, porém, ultrapassam, no aspecto máximo, entre todos, como seja, unir-se ao próprio Deus, de tal modo que o que é comum a toda a hierarquia número 1, chame-se Ordem dos Tronos, à semelhança do que ocorre com aquilo que é comum a todos os Espíritos Celestes e assim os nominemos de Ordem dos Anjos.

Quanto ao aspecto de governança, temos também 3 aspectos:

  1. Definir aquilo que deve ser feito: caracteriza DOMINAÇÕES;
  2. Fornecer os meios de execução: é o atributo das VIRTUDES;
  3. Caracterizar como os mandatos ou missões devam ser executados: eis ai o papel das POTESTADES.

Quanto à execução dos desempenhos dos Anjos: o principal é a anunciação das coisas divinas. Entretanto, na execução de quaisquer atos, acontecem procedimentos iniciais, seguidos dos decisivos, como no coral que é regido pelo maestro e, numa batalha, a execução é dirigida pelo comandante; e ambos dirigem e conduzem os outros.

E essa é a missão dos PRINCIPADOS.

Outros simplesmente só executam, como fazem os ANJOS.

Outros, no entanto, ficam no meio-termo: e esses são os ARCANJOS.

Parece, pois, correta essa classificação das Ordens Angélicas: é que há sempre afinidade do mais categorizado Anjo da ordem inferior, com a última da superior. - como animais de última categoria se assemelham a plantas da mais alta estirpe.

A primeiríssima ordenação existe entre as Divinas Pessoas que termina com o ESPÍRITO SANTO, o qual é AMOR procedente. Com esta Divina Pessoa, com a qual tem afinidade, a ordem suprema da primeira hierarquia - os SERAFINS - inflamados pelo incêndio de Amor, como do Amor recíproco do PAI e do FILHO, procede o Espírito Santo.

A menor ordem da Primeira Hierarquia são os TRONOS, quer dizer, conforme Gregório: ''Por eles Deus executa os seus Juízos"; recebem, no mais, iluminações divinas para esclarecer a Segunda Hierarquia , à qual pertence a dispensação dos divinos ministérios.

A ordem das POTESTADES, no entanto, tem afinidade com a ordem dos PRINCIPADOS, já que às POTESTADES, assiste o direito de ordenar aos subordinados e esta mesma ordem logo se resume em PRINCIPADOS, que são os primeiros na execução dos divinos ministérios, ou seja, são os prepostos ao império dos povos e reinos, atributo número I, entre os divinos ministérios. E como diz Aristóteles : -"O bem do povo é mais divino do que o bem de um homem só". Assim, também o profeta Daniel diz: - "O príncipe do reino dos persas resistiu a mim".

Todavia, a disposição gregoriana tem lá sua importância e pertinência. É que por serem as DOMINAÇÕES as que definem e mandam, nas coisas que pertencem aos divinos ministérios, os hierarcas que lhes são sujeitos devem se conformar com as determinações daqueles que executam os ministérios divinos. A propósito Santo Agostinho ensina: - "Os corpos são regidos por determinada ordem: - os inferiores pelos superiores e todos pela criatura espiritual e até o mau espírito, pelo espírito bom."

A primeira hierarquia, após as DOMINAÇÕES, chama-se a dos PRINCIPADOS, que presidem aos bons Espíritos.

A seguir, as POTESTADES pelas quais são expulsos os maus espíritos, do mesmo modo que os poderes terrenos subjugam os malfeitores, como bem afirma São Paulo aos Romanos (13, 3-4): ''Porque os governantes não metem medo em vista das boas obras, mas pelas perversas. Ora, queres não temer a Autoridade? Faze o bem e receberás dela elogios. É que o Poder é para ti instrumento de Deus e meio pelo qual te impulsiona para o bem. Se, entretanto, praticas o mal, treme, porque não é à toa que ele empunha uma espada. É realmente o instrumento de Deus para aplicar justo castigo àquele que opera o mal."

Depois vêm as VIRTUDES, que têm poder sobre a Natureza corporal, na operação de milagres.

E pela ordem, enfim, ficam os ARCANJOS e ANJOS que anunciam aos homens coisas altas ou acima da razão; ou então as pequenas, que a nossa razão alcança e compreende.

Conclusão:

Estas são as informações que os Teólos Doutores da Igreja antiga nos oferecem sobre os HIERARCAS CELESTES, distribuídos pelas suas Nove Denominações bíblicas, com seus desempenhos junto ao povo de Deus e o próprio DEUS.Pe. Carneiro Luiz

 
   

A Justiça da Humildade

VIII - A Justiça da Humildade

«Deixa por agora, 
pois convém que cumpramos a justiça completa» 

(Mt 3,15)

cristão deve constantemente passar de uma fé expressa com palavras a uma fé expressa com a experiência. Na noite de Natal, o Cristo menino mostrou-nos uma nova oportunidade, um novo poder do qual extrair uma renovação ou, mais ainda, uma cura para o orgulho de nosso espírito que, com os anos, tornou-se árido e viu as próprias chagas tornarem-se fétidas. Na festa de Natal, abriu-se diante de nós uma porta que conduz a uma nova vida de vizinhança com Cristo na sua infância, vizinhança que nos prepara para entrar no reino, segundo a condição colocada pelo Senhor: Se não vos tornardes como crianças, não entrareis no reino dos céus (Mt 18,3).

Na festa do batismo do Senhor no Jordão encontramo-nos diante da realização da experiência à qual fomos associados no Natal.

Hoje Cristo, homem de trinta anos, adianta-se, com o espírito de um menino - coisa deveras surpreendente - para ser batizado por um homem, João.

Fazendo-se semelhante a uma criança, Cristo ofereceu à humanidade um fresta ou, melhor, uma verdadeira e própria fonte da qual receber força e inspiração para resolver um problema fundamental: Quem é o maior? É uma pergunta que ninguém pode ignorar; os próprios discípulos caíram nela e Lucas descreve para nós este triste episódio:

Surgiu também entre eles uma discussão: qual deles seria o maior. E Jesus disse-lhes: ‘Os reis dos pagãos dominam como senhores, e os que exercem sobre eles autoridade chamam-se benfeitores. Que não seja assim entre vós; mas o que entre vós é o maior, torne-se como o último; e o que governa seja como o servo. Pois qual é o maior: o que está sentado à mesa ou o que serve? Não é aquele que está sentado à mesa? Todavia eu estou no meio de vós, como aquele que serve (Lc 22, 24-27).

Ora, no batismo, inclinando a cabeça sob a mão de João, Cristo ofereceu-nos a solução para um problema ainda mais profundo e decisivo: “Quem é o mais justo?” Afirmei que é mais profunda e decisiva porque a pergunta “Quem é o maior?” está ligada às aparências externas. É possível que alguém evite o problema deixando, na presença dos outros, o primeiro lugar ao irmão, de forma a parecer ele mesmo mais humilde e mais justo. Mas, o obstáculo verdadeiro e o risco maior está na pergunta “Quem é o mais justo?” . O homem, no segredo do próprio coração, louva-se sempre a si mesmo e é-lhe difícil louvar a justiça de um outro. No batismo  de Cristo, pelo contrário, vemos esta regra surpreendentemente mudada. Cristo, o mais justo, apresenta-se diante de João, que é absolutamente privado de justiça (isto é, de divindade) e, dobrando a cabeça com humildade, pede que João consinta em batizá-lo.

Estejamos atentos porque, quando Cristo diz: Por ora deixa assim, porque convém que assim cumpramos a justiça completa (Mt 3,15), não está recebendo a justiça de João, mas “cumprindo” toda a justiça em favor de João e de toda a humanidade. Mesmo se, aqui, Cristo parece receber para si a unção do batismo para a justiça, de fato, através do seu batismo, está conseguindo a totalidade da justiça não para si mesmo, mas para todo aquele que segue seu exemplo. Com seu batismo, Cristo traz a justiça em favor da humanidade, a justiça da submissão do maior ao menor. Com esse gesto, Cristo põe no homem uma potencialidade que antes não existia: a possibilidade da submissão do justo a um que é menos justo. Esta submissão deu vida a uma nova justiça que Cristo revelou ao orgulho humano e que definiu como “justiça completa”.

Hoje Cristo oferece o melhor remédio para a doença mais grave: inclinando  a cabeça sob a mão de João e dele recebendo a unção batismal, Cristo nos entrega o espírito da humildade ou, para expressar-nos com maior força, o mistério da humildade que compreende ä realização da justiça completa”.

Aos olhos de Deus, o povo de Israel se qualificava essencialmente como povo “’de dura cerviz” ou “que endureceu o pescoço”. Mas “dura cerviz” em relação a quem?  A Deus mesmo! O povo de Israel jamais inclinou a cabeça sob a mão de Deus e não era, certamente, o único povo da terra a comportar-se deste modo. Cristo veio para curar a dureza de cerviz do povo de Israel e do mundo inteiro.

Ele inclinou a cabeça sob a mão de João com simplicidade e submissão, de modo totalmente livre, e deu-nos um bálsamo divino com o qual ungir-nos o pescoço para poder curar o mal do orgulho e receber o mistério de “toda a justiça”.  Esse é o bálsamo secreto. O ungüento divino e misterioso que, quando usado, recupera para o nosso pescoço a elasticidade da infância e permite-nos  inclinar sempre a cabeça com simplicidade, para receber “toda a justiça”.

Cristo apresentou-se a João como alguém que tinha necessidade de ser batizado, é o que se depreende claramente das palavras de João: Eu tenho necessidade de ser batizado por ti e tu vens a mim? (Mt 3,14); isto é: Tu estás vindo a mim como alguém necessitado.  Na realidade, Cristo não tinha nenhuma necessidade de ser batizado, nem necessidade de coisa alguma, muito menos de justiça, contudo, quando se apresentou para o batismo como alguém que tinha necessidade dela e inclinou a cabeça em sinal de obediente submissão, revelou-nos um dos mistérios da realização da justiça.  Quando nos dispusemos a fazer um ato de humildade e de submissão, devemos fazê-lo como quem verdadeiramente se encontra em necessidade, não por favor! Cristo revela e faz não aquilo que lhe era conveniente, mas aquilo que é conveniente para nós, à nossa salvação e à realização da justiça em nossas vidas.

Mas, ainda não chegamos ao pleno significado deste inclinar a cabeça diante de João.

Este gesto de Cristo no Jordão, mexe profundamente com nossas consciências: realizando-o, Cristo pôs a nu o nosso orgulho e revelou-nos o quanto estamos longe de compreender e praticar a “verdadeira justiça”. Como é duro para um simples cristão, ou para um padre, inclinar a cabeça para receber a bênção da mão de um seu semelhante! O gesto realizado por Cristo ia além de toda a lógica do bom senso: nele não havia nenhuma culpa, para que tivesse de inclinar a cabeça divina sob a mão de um homem, para receber a unção.

Com essa submissão, que suplanta toda lógica do sacerdócio, Cristo estabelece uma justiça que supera qualquer outra justiça em grandeza, e eficácia, e intensidade. Escolheu o Jordão, no início de seu ministério público, como o lugar mais oportuno para colocar o fundamento seguro no qual legitimar qualquer ministério eficaz: “a cabeça inclinada”.  Isso emerge e também é confirmado pelo paralelo que encontramos no gesto realizado por Jesus na noite em que instituiu o mistério da ceia do Senhor, quando se inclinou, até prostrar-se por terra, para lavar os pés a seus discípulos. É como se inclinar a cabeça na submissão e no arrependimento constituísse o gesto inicial de todo mistério divino, batismo ou eucaristia.

O autêntico significado desta verdade emerge se recordamos aquilo que Cristo disse a Pedro quando ele procurava evitar a lavação dos pés, tendo como inaceitável ficar de pé como um patrão enquanto Cristo lhe estava diante como um escravo a seu serviço; o Senhor o reprovou: Se não te lavo os pés, não terás parte comigo (Jo 13,8). A mesma coisa aconteceu no batismo, quando João procurou subtrair-se à missão de impor as mãos sobre a cabeça de Jesus para batizá-lo na água. O Senhor logo o interrompeu dizendo: Deixa por agora, pois convém que cumpramos a justiça completa (Mt 3,15). A firme insistência de Cristo na absoluta necessidade de assumir, de sua parte, uma determinada posição em relação ao Batista e a Pedro, revela-nos a importância e a seriedade do mistério da humildade e da submissão no servir a igreja no sacerdócio e na vida cristã em geral. É a via mestra para se ter acesso à justiça. Eu vos dei o exemplo, para que, como eu fiz, também vós o façais... Sabendo essas coisas, sereis felizes se as colocardes em prática (Jo 13, 15.17).

A verdade que nós, cristãos, nunca devemos esquecer é que, aqui, Cristo nos revela sem meios termos a autêntica ordem das coisas, para tornar-nos vigilantes; Cristo rejeita o conceito humano de justiça e o subverte completamente, rejeita e trata com desprezo toda lógica de autodefesa. Depois que Cristo inclinou a cabeça sob a mão de João, não podemos mais perguntar seriamente: “Quem é o maior?”. Nossa dignidade consiste no abandono deliberado e contínuo de qualquer dignidade e no entregá-la a quem nos é inferior. Não podemos mais sustentar reivindicações de primado ou de privilégio porque, aquilo que determina nossa justiça e nossa autêntica liberdade, é o grau do nosso humilhar-se diante da comunidade; nossas ações são dignas de aprovação à medida de nossa renúncia a qualquer pretensão de direito.

A prontidão de João Batista em batizar Cristo foi um ato de obediência e submissão, comparável à humilde e modesta resposta da virgem Maria quando Deus a escolheu para gerar Cristo. A obediência e a submissão de João Batista à ordem do Senhor de batizá-lo prepararam a estrada para Cristo, a fim de que pusesse em prática, com o rito do mistério do batismo, o revolucionário mistério da humildade, a que ele deu o nome de realização da justiça completa. Aqui no Jordão - como mais tarde no lava-pés - o Senhor demonstra o seu posicionar-se, como um escravo, sob a mão de João, para cancelar a vergonha do homem que tinha rejeitado inclinar-se sob a mão de Deus.

Detenhamo-nos ainda uma vez para contemplar como o céu se comove com os gestos de humildade do Senhor Jesus. Quando Cristo nasceu e foi colocado na manjedoura de uma estrebaria, os céus se abriram e o anjo, juntamente com os exércitos celestes, apareceu para anunciar a boa notícia da salvação e para glorificar a Deus. No Jordão acontece a mesma coisa: os céus se abrem, o Espírito Santo aparece em forma visível e a voz do próprio Pai proclama a identidade deste Homem que está inclinando a cabeça diante de João: Este é o meu Filho predileto, no qual pus a minha complacência (Mt 3,17). Acontece assim: à medida em que nós nos humilhamos na terra, Deus se revela a nós e nos glorifica com os anjos do céu.

Notemos também que o Espírito Santo, assumindo a forma de uma pomba, coloca-se sobre Cristo enquanto ele inclina a cabeça. Não aparece como uma língua de fogo, como no dia de Pentecostes, nem semelhante a uma mão robusta como aquela que desceu sobre a cabeça dos profetas do Antigo Testamento; para aparecer, o Espírito Santo escolhe  a forma mais em sintonia com quem deve recebê-lo. Deste modo, o Espírito escolhe a forma de uma delicada pomba para revelar a natureza do coração de Jesus: um coração manso, amoroso e humilde.

Quanta necessidade temos, ainda hoje, da mansidão de coração de Jesus que se inclina diante de João com simplicidade, humildade e submissão! O Espírito Santo poderia descer sobre nós sob a forma de pomba e fazer-nos mais próximos ao Cristo do Jordão e unir os nossos corações àquele coração manso e humilde!

Na natividade, tomamos a mansidão da infância como modelo para viver cada momento em preparação à entrada do reino dos céus. No Jordão, tomamos a cabeça inclinada de Cristo como modelo para preparar-nos para viver em humilde companhia do Espírito Santo e uma vocação para realizar no mundo.

Como Cristo nos estimula a retornar a ser e a permanecer sempre como crianças, para poder entrar no reino dos céus, assim nos exorta a sermos mansos como pombas. Esta é a unção de que temos necessidade para desenvolver o nosso serviço e para viver no mundo. Cristo está sempre pronto para dar-nos o espírito de humildade de uma criança, segundo a sua estatura em Belém, e o espírito de humildade de uma pomba, segundo a estatura no Jordão: assim estaremos preparados externa e interiormente para alcançar a plena estatura de Cristo. Pe Carneiro Luiz

Falando sobre Forte tremor em Honduras gera alerta de tsunami - Artigo - notícias

29 marzo

EU CREIO NO PODE DA ORAÇÃO

 

Imóveis, Caros amigos nos estamos iniciando uma nova forma de usar nosso

espaço para angariamos fundo para o evangelho que Jesus nos comissionou e

esté é o primeiro  anuncio que estamos fazendo.

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nome de Cristo Jesus

 

 

 

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Antes de aprendermos como orar por sabedoria e entendimento, precisamos entender de onde vem essa sabedoria e porque precisamos dela na nossa vida em Cristo.
A sabedoria e o entendimento vem de Deus
Vemos isso em:
Jó 12:13   Não! Com Deus está a sabedoria e a força; ele tem conselho e entendimento.
Provérbios 3:19   O SENHOR com sabedoria fundou a terra, com inteligência estabeleceu os céus. 
Deus é soberano e com Ele está toda sabedoria e todo entendimento, foi com essa sabedoria e entendimento de tudo, que Ele criou o mundo, tudo que há nele e nos criou.
Gênesis 1:27   Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.
Provérbios 2:6   Porque o SENHOR dá a sabedoria, e da sua boca vem a inteligência e o entendimento.  
Deus nos criou a sua imagem e semelhança, sendo assim Deus nos fez inteligentes, cheios de sabedoria, sabedoria esta que nos dará o entendimento de tudo que nos cerca, principalmente das coisas de Deus. Tudo que aprendemos desde que nascemos vem da sabedoria que Deus nos dá, nós não somos nada sem a presença de Deus nas nossas vidas. 
Provérbios 2:7   Ele reserva a verdadeira sabedoria para os retos; é escudo para os que caminham na sinceridade,    
Deus quer que tenhamos entendimento de tudo que nos cerca, que sejamos pessoas observadoras, que saibamos discernir as coisas boas das coisas ruins, no nosso dia a dia precisamos muito da sabedoria de Deus,  porém isso não é o mais importante, Deus quer que entendamos coisas maiores, Deus quer que tenhamos o entendimento do Seu Reino, de quem realmente somos no Reino de Deus, essa é verdadeira sabedoria que Deus quer nos dar, essa sabedoria será dada aos retos, aos seus filhos amados, aqueles que verdadeiramente O buscarem. A sabedoria de Deus nos torna protegidos dos enganos do mundo, isso acontece quando somos sinceros, verdadeiros.
Eclesiastes 2:26   Porque Deus dá sabedoria, conhecimento e prazer ao homem que lhe agrada; mas ao pecador dá trabalho, para que ele ajunte e amontoe, a fim de dar àquele que agrada a Deus. Também isto é vaidade e correr atrás do vento.
Deus dá essa sabedoria especial ao homem que Lhe agrada, por isso devemos estar sempre dispostos a agradar a Deus de todo coração, assim além da sabedoria e do conhecimento teremos também alegria, prazer em tudo que fazemos, principalmente na obra do Senhor. 
Provérbios 2:11   O bom siso(Juízo, senso, prudência) te guardará, e a inteligência te conservará;
Deus nos dá a sabedoria para buscarmos a justiça, a prudência. A prudência nos guarda do mal  e a sabedoria nos conserva no bem.
Provérbios 2:10   Porquanto a sabedoria entrará no teu coração, e o conhecimento será agradável à tua alma.
A sabedoria tem de cair direto no coração, devemos estar abertos ao  que Deus quer nos ensinar, principalmente quando se trata de mudança de atitude, muitas vezes Deus nos mostrará através da Sua palavra que precisamos mudar certas coisas na nossa vida, e nesse momento devemos deixar que esse entendimento venha suavemente, prazerosamente na nossa vida, sem murmuração, por que o conhecimento que Deus nos dá tem  ser agradável a nossa alma. Não adianta orarmos pedindo entendimento, se fecharmos nosso coração e deixar de fazer a vontade do Pai.

A sabedoria e o entendimento de Deus é dado aos que verdadeiramente o buscam.

Mateus 11:25   Por aquele tempo, exclamou Jesus: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e instruídos e as revelaste aos pequeninos.
Deus não faz questão que sejamos sábios das ciências do mundo, o que importa mesmo para Deus é que entendamos o Seu Reino. Vamos ver o que Ele realmente tem para nós:
I Coríntios 1:17   Porque não me enviou Cristo para batizar, mas para pregar o evangelho; não com sabedoria de palavra, para que se não anule a cruz de Cristo.    
I Coríntios 1:18   Certamente, a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus.    
I Coríntios 1:19   Pois está escrito: Destruirei a sabedoria dos sábios e aniquilarei a inteligência dos instruídos.    
I Coríntios 1:20   Onde está o sábio? Onde, o escriba? Onde, o inquiridor deste século? Porventura, não tornou Deus louca a sabedoria do mundo?    
I Coríntios 1:21   Visto como, na sabedoria de Deus, o mundo não o conheceu por sua própria sabedoria, aprouve a Deus salvar os que crêem pela loucura da pregação.    
I Coríntios 1:22   Porque tanto os judeus pedem sinais, como os gregos buscam sabedoria;    
I Coríntios 1:23   mas nós pregamos a Cristo crucificado, escândalo para os judeus, loucura para os gentios;    
I Coríntios 1:24   mas para os que foram chamados, tanto judeus como gregos, pregamos a Cristo, poder de Deus e sabedoria de Deus.    
I Coríntios 1:25   Porque a loucura de Deus é mais sábia do que os homens; e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens.
I Coríntios 1:26   Irmãos, reparai, pois, na vossa vocação; visto que não foram chamados muitos sábios segundo a carne, nem muitos poderosos, nem muitos de nobre nascimento;
Para Deus não importa a sabedoria do mundo, é claro que a sabedoria que está no mundo foi dada por Ele, mas é algo muito pequeno perto do que Ele realmente quer nos ensinar.
Deus quer que sejamos sábios, mas não só pra nos ajudar no nosso dia a dia, Deus quer que saibamos reconhecer a verdadeira sabedoria Dele, mostrada na morte de Jesus Cristo. Ele quer que entendamos que fomos realmente salvos pela morte na cruz, quer nos libertar da sabedoria desse mundo que nos cega e não deixa nosso espírito crescer, que não nos deixa viver em espírito e em verdade e sim na carne, ele quer nos libertar das ciências que tudo precisa de prova, Deus quer que tenhamos sabedoria para entender o chamado Dele para a sua obra. Muitos são chamados e poucos os escolhidos, os escolhidos são aqueles que conseguem entender esse chamado e aceitá-lo. A sabedoria do mundo é loucura para Deus, como é loucura para o mundo as coisas de Deus.
Deus quer que tenhamos entendimento de que só Ele é Deus, de que tudo que temos e que somos vem de Deus. Temos de nos gloriar somente no Senhor!!!
Como nos livrar dos obstáculos e receber a sabedoria de Deus?
Existem na nossa vida muitos obstáculos que nos impedem de receber a sabedoria de Deus. Deus quer nos abençoar , porem o inimigo está sempre ao derredor para nos confundir, nos distanciar da palavra de Deus. Satanás quer cegar nosso entendimento, quer que deixamos de escutar Deus, põe pensamentos de derrota em nossas mentes, tudo para nos tirar do Propósito de Deus. Para nos livrarmos do inimigo precisamos orar e vigiar.
Marcos 14:38   Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.
I Pedro 5:8   Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar;
Precisamos ter uma vida de oração e vigiar que significa estar atento, meditando sempre na Palavra de Deus. Na nossa oração diária devemos sempre pedir a Deus por sabedoria e entendimento. Sabedoria no trabalho, para educar os filhos, para conviver com o esposo e principalmente continuarmos firmes no caminho do Senhor. Salomão quando se tornou rei, em sonho ele orou a Deus. Vamos ver:
I Reis 3:6   Respondeu Salomão: De grande benevolência usaste para com teu servo Davi, meu pai, porque ele andou contigo em fidelidade, e em justiça, e em retidão de coração, perante a tua face; mantiveste-lhe esta grande benevolência e lhe deste um filho que se assentasse no seu trono, como hoje se vê.    
I Reis 3:7   Agora, pois, ó SENHOR, meu Deus, tu fizeste reinar teu servo em lugar de Davi, meu pai; não passo de uma criança, não sei como conduzir-me.    
I Reis 3:8   Teu servo está no meio do teu povo que elegeste, povo grande, tão numeroso, que se não pode contar.    
I Reis 3:9   Dá, pois, ao teu servo coração compreensivo para julgar a teu povo, para que prudentemente discirna entre o bem e o mal; pois quem poderia julgar a este grande povo?    
I Reis 3:10   Estas palavras agradaram ao Senhor, por haver Salomão pedido tal coisa.    
I Reis 3:11   Disse-lhe Deus: Já que pediste esta coisa e não pediste longevidade, nem riquezas, nem a morte de teus inimigos; mas pediste entendimento, para discernires o que é justo;    
I Reis 3:12   eis que faço segundo as tuas palavras: dou-te coração sábio e inteligente, de maneira que antes de ti não houve teu igual, nem depois de ti o haverá.    
I Reis 3:13   Também até o que me não pediste eu te dou, tanto riquezas como glória; que não haja teu igual entre os reis, por todos os teus dias.    
I Reis 3:14   Se andares nos meus caminhos e guardares os meus estatutos e os meus mandamentos, como andou Davi, teu pai, prolongarei os teus dias.   
Como devemos orar?
* Orar de acordo com a Palavra de Deus. ( Site em sua oração versículos que falem sobre a sabedoria que Deus nos dá. Ex: Provérbios 2:7   Ele reserva a verdadeira sabedoria para os retos; é escudo para os que caminham na sinceridade, )
* Orar com humildade no coração, tendo a consciência de que você é totalmente dependente  de Deus. (I Reis 3:7)
* As petições têm de estar alinhadas ao coração de Deus.
(I Reis3:10 e11)  
Quais devem ser as petições?
I Reis 3:9 
    • Entendimento da Sua palavra.
    • Entendimento de que somos totalmente dependentes de Deus.
    • Entendimento para julgar.
    • Discernimento do bem e do mal.
    • Sabedoria para aconselhar.
    • Sabedoria para amar com o amor de Deus e não do mundo.
    • Compreensão.
    • Prudência.
    • Humildade.
Tudo isso irá nos ajudará a ter verdadeiro entendimento.
Qual será a resposta de Deus?
I Reis 3:12 
    • Deus nos dará um coração sábio.
    • Nos dará riquezas e tudo o que precisamos e que não pedimos. Deus vai te mimar e conceder os desejos do teu coração.
    • Vai nos colocar por cabeça onde estivermos.
    • Todos virão até nós para se aconselhar e para aprender a buscar Deus.
    • Todos vão perceber  que você é de Deus.
    • Quando formos ministrar a Palavra, a unção de Deus estará presente.
    • Em todas as situações do seu dia a dia, você terá sucesso.
    • O seu amor por Deus aumentará e o amor de Deus estará em você.
    Quando nos preocupamos primeiro com as coisas de Deus, tudo que precisarmos nos será dado. Devemos perseverar na oração, todos os dias devemos orar a Deus pedindo sabedoria e entendimento. Quanto mais pedirmos mais receberemos e mais precisaremos receber, pois nunca seremos totalmente sábios. Deus vai derramando sabedoria na nossa vida a medida que nos aproximamos mais Dele.
    (Salmo 31:19) "Como é grande a tua bondade, que reservaste aos que te temem, da qual usas, perante os filhos dos homens, para com os que em ti se refugiam!".
    (Salmo 34:10) "...porém aos que buscam o Senhor bem nenhum lhes faltará".
    Vá ao seu lugar secreto com regularidade, e busque-O de todo o seu coração. Eis a resposta que você deve dar para restaurar um casamento, a favor de membros da família não salvos, para toda necessidade de sua vida. As respostas dEle podem não vir da noite para o dia. Contudo, Deus fará a obra no tempo dEle e da maneira dEle. A parte que cabe a você é confiar que Ele é fiel em responder - porque você é Seu filho amado!
 

          

                                         

                                          

22 marzo

Evangelho segundo S. João 18,1-40.19,1-42.

Evangelho segundo S. João 18,1-40.19,1-42.

Tendo dito estas coisas, Jesus saiu com os discípulos para o outro lado da torrente do Cédron, onde havia um horto, e ali entrou com os seus discípulos. Judas, aquele que o ia entregar, conhecia bem o sítio, porque Jesus se reunia ali frequentemente com os discípulos. Judas, então, guiando o destacamento romano e os guardas ao serviço dos sumos sacerdotes e dos fariseus, munidos de lanternas, archotes e armas, entrou lá. Jesus, sabendo tudo o que lhe ia acontecer, adiantou-se e disse-lhes: «Quem buscais?» Responderam-lhe: «Jesus, o Nazareno.» Disse-lhes Ele: «Sou Eu!» E Judas, aquele que o ia entregar, também estava junto deles. Logo que Jesus lhes disse: 'Sou Eu!', recuaram e caíram por terra. E perguntou-lhes segunda vez: «Quem buscais?» Disseram-lhe: «Jesus, o Nazareno!» Jesus replicou-lhes: «Já vos disse que sou Eu. Se é a mim que buscais, então deixai estes ir embora.» Assim se cumpria o que dissera antes: 'Dos que me deste, não perdi nenhum.' Nessa altura, Simão Pedro, que trazia uma espada, desembainhou-a e arremeteu contra um servo do Sumo Sacerdote, cortando-lhe a orelha direita. O servo chamava-se Malco. Mas Jesus disse a Pedro: «Mete a espada na bainha. Não hei-de beber o cálice de amargura que o Pai me ofereceu?» Então, o destacamento, o comandante e os guardas das autoridades judaicas prenderam Jesus e manietaram-no. E levaram-no primeiro a Anás, porque era sogro de Caifás, o Sumo Sacerdote naquele ano. Caifás era quem tinha dado aos judeus este conselho: 'Convém que morra um só homem pelo povo'. Entretanto, Simão Pedro e outro discípulo foram seguindo Jesus. Esse outro discípulo era conhecido do Sumo Sacerdote e pôde entrar no seu palácio ao mesmo tempo que Jesus. Mas Pedro ficou à porta, de fora. Saiu, então, o outro discípulo que era conhecido do Sumo Sacerdote, falou com a porteira e levou Pedro para dentro. Disse-lhe a porteira: «Tu não és um dos discípulos desse homem?» Ele respondeu: «Não sou.» Lá dentro estavam os servos e os guardas, de pé, aquecendo-se à volta de um braseiro que tinham acendido, porque fazia frio. Pedro ficou no meio deles, aquecendo-se também. Então, o Sumo Sacerdote interrogou Jesus acerca dos seus discípulos e da sua doutrina. Jesus respondeu-lhe: «Eu tenho falado abertamente ao mundo; sempre ensinei na sinagoga e no templo, onde todos os judeus se reúnem, e não disse nada em segredo. Porque me interrogas? Interroga os que ouviram o que Eu lhes disse. Eles bem sabem do que Eu lhes falei.» Quando Jesus disse isto, um dos guardas ali presente deu-lhe uma bofetada, dizendo: «É assim que respondes ao Sumo Sacerdote?» Jesus replicou: «Se falei mal, mostra onde está o mal; mas, se falei bem, porque me bates?» Então, Anás mandou-o manietado ao Sumo Sacerdote Caifás. Entretanto, Simão Pedro estava de pé a aquecer-se. Disseram-lhe, então: «Não és tu também um dos seus discípulos?» Ele negou, dizendo: «Não sou.» Mas um dos servos do Sumo Sacerdote, parente daquele a quem Pedro cortara a orelha, disse-lhe: «Não te vi eu no horto com Ele?» Pedro negou Jesus de novo; e nesse instante cantou um galo. De Caifás, levaram Jesus à sede do governador romano. Era de manhã cedo e eles não entraram no edifício para não se contaminarem e poderem celebrar a Páscoa. Pilatos veio ter com eles cá fora e perguntou-lhes: «Que acusações apresentais contra este homem?» Responderam-lhe: «Se Ele não fosse um malfeitor, não to entregaríamos.» Retorquiu-lhes Pilatos: «Tomai-o vós e julgai-o segundo a vossa Lei.» «Não nos é permitido dar a morte a ninguém», disseram-lhe os judeus, em cumprimento do que Jesus tinha dito, quando explicou de que espécie de morte havia de morrer. Pilatos entrou de novo no edifício da sede, chamou Jesus e perguntou-lhe: «Tu és rei dos judeus?» Respondeu-lhe Jesus: «Tu perguntas isso por ti mesmo, ou porque outros to disseram de mim?» Pilatos replicou: «Serei eu, porventura, judeu? A tua gente e os sumos sacerdotes é que te entregaram a mim! Que fizeste?» Jesus respondeu: «A minha realeza não é deste mundo; se a minha realeza fosse deste mundo, os meus guardas teriam lutado para que Eu não fosse entregue às autoridades judaicas; portanto, o meu reino não é de cá.» Disse-lhe Pilatos: «Logo, Tu és rei!» Respondeu-lhe Jesus: «É como dizes: Eu sou rei! Para isto nasci, para isto vim ao mundo: para dar testemunho da Verdade. Todo aquele que vive da Verdade escuta a minha voz.» Pilatos replicou-lhe: «Que é a verdade?» Dito isto, foi ter de novo com os judeus e disse-lhes: «Não vejo nele nenhum crime. Mas é costume eu libertar-vos um preso na Páscoa. Quereis que vos solte o rei dos judeus?» Eles puseram-se de novo a gritar, dizendo: «Esse não, mas sim Barrabás!» Ora Barrabás era um salteador. Então, Pilatos mandou levar Jesus e flagelá-lo. Depois, os soldados entrelaçaram uma coroa de espinhos, cravaram-lha na cabeça e cobriram-no com um manto de púrpura; e, aproximando-se dele, diziam-lhe: «Salve! Ó Rei dos judeus!» E davam-lhe bofetadas. Pilatos saiu de novo e disse-lhes: «Vou trazê-lo cá fora para saberdes que eu não vejo nele nenhuma causa de condenação.» Então, saiu Jesus com a coroa de espinhos e o manto de púrpura. Disse-lhes Pilatos: «Eis o Homem!» Assim que viram Jesus, os sumos sacerdotes e os seus servidores gritaram: «Crucifica-o! Crucifica-o!» Disse-lhes Pilatos: «Levai-o vós e crucificai-o. Eu não descubro nele nenhum crime.» Os judeus replicaram-lhe: «Nós temos uma Lei e, segundo essa Lei, deve morrer, porque disse ser Filho de Deus.» Quando Pilatos ouviu estas palavras, mais assustado ficou. Voltou a entrar no edifício da sede e perguntou a Jesus: «Donde és Tu?» Mas Jesus não lhe deu resposta. Pilatos disse-lhe, então: «Não me dizes nada? Não sabes que tenho o poder de te libertar e o poder de te crucificar?» Respondeu-lhe Jesus: «Não terias nenhum poder sobre mim, se não te fosse dado do Alto. Por isso, quem me entregou a ti tem maior pecado.» A partir daí, Pilatos procurava libertá-lo, mas os judeus clamavam: «Se libertas este homem, não és amigo de César! Todo aquele que se faz rei declara-se contra César.» Ouvindo estas palavras, Pilatos trouxe Jesus para fora e fê-lo sentar numa tribuna, no lugar chamado Lajedo, ou Gabatá em hebraico. Era o dia da Preparação da Páscoa, por volta do meio-dia. Disse, então, aos judeus: «Aqui está o vosso Rei!» E eles bradaram: «Fora! Fora! Crucifica-o!» Disse-lhes Pilatos: «Então, hei-de crucificar o vosso Rei?» Replicaram os sumos sacerdotes: «Não temos outro rei, senão César.» Então, entregou-o para ser crucificado. E eles tomaram conta de Jesus. Jesus, levando a cruz às costas, saiu para o chamado Lugar da Caveira, que em hebraico se diz Gólgota, onde o crucificaram, e com Ele outros dois, um de cada lado, ficando Jesus no meio. Pilatos redigiu um letreiro e mandou pô-lo sobre a cruz. Dizia: «Jesus Nazareno, Rei dos Judeus.» Este letreiro foi lido por muitos judeus, porque o lugar onde Jesus tinha sido crucificado era perto da cidade e o letreiro estava escrito em hebraico, em latim e em grego. Então, os sumos sacerdotes dos judeus disseram a Pilatos: «Não escrevas 'Rei dos Judeus', mas sim: 'Este homem afirmou: Eu sou Rei dos Judeus.'» Pilatos respondeu: «O que escrevi, escrevi.» Os soldados, depois de terem crucificado Jesus, pegaram na roupa dele e fizeram quatro partes, uma para cada soldado, excepto a túnica. A túnica, toda tecida de uma só peça de alto a baixo, não tinha costuras. Então, os soldados disseram uns aos outros: «Não a rasguemos; tiremo-la à sorte, para ver a quem tocará.» Assim se cumpriu a Escritura, que diz: Repartiram entre eles as minhas vestes e sobre a minha túnica lançaram sortes. E foi isto o que fizeram os soldados. Junto à cruz de Jesus estavam, de pé, sua mãe e a irmã da sua mãe, Maria, a mulher de Clopas, e Maria Madalena. Então, Jesus, ao ver ali ao pé a sua mãe e o discípulo que Ele amava, disse à mãe: «Mulher, eis o teu filho!» Depois, disse ao discípulo: «Eis a tua mãe!» E, desde aquela hora, o discípulo acolheu-a como sua. Depois disso, Jesus, sabendo que tudo se consumara, para se cumprir totalmente a Escritura, disse: «Tenho sede!» Havia ali uma vasilha cheia de vinagre. Então, ensopando no vinagre uma esponja fixada num ramo de hissopo, chegaram-lha à boca. Quando tomou o vinagre, Jesus disse: «Tudo está consumado.» E, inclinando a cabeça, entregou o espírito. Como era o dia da Preparação da Páscoa, para evitar que no sábado ficassem os corpos na cruz, porque aquele sábado era um dia muito solene, os judeus pediram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas e fossem retirados. Os soldados foram e quebraram as pernas ao primeiro e também ao outro que tinha sido crucificado juntamente. Mas, ao chegarem a Jesus, vendo que já estava morto, não lhe quebraram as pernas. Porém, um dos soldados traspassou-lhe o peito com uma lança e logo brotou sangue e água. Aquele que viu estas coisas é que dá testemunho delas e o seu testemunho é verdadeiro. E ele bem sabe que diz a verdade, para vós crerdes também. É que isto aconteceu para se cumprir a Escritura, que diz: Não se lhe quebrará nenhum osso. E também outro passo da Escritura diz: Hão-de olhar para aquele que trespassaram. Depois disto, José de Arimateia, que era discípulo de Jesus, mas secretamente por medo das autoridades judaicas, pediu a Pilatos que lhe deixasse levar o corpo de Jesus. E Pilatos permitiu-lho. Veio, pois, e retirou o corpo. Nicodemos, aquele que antes tinha ido ter com Jesus de noite, apareceu também trazendo uma mistura de perto de cem libras de mirra e aloés. Tomaram então o corpo de Jesus e envolveram-no em panos de linho com os perfumes, segundo o costume dos judeus. No sítio em que Ele tinha sido crucificado havia um horto e, no horto, um túmulo novo, onde ainda ninguém tinha sido sepultado. Como para os judeus era o dia da Preparação da Páscoa e o túmulo estava perto, foi ali que puseram Jesus. Missionario.Pr.Carneiro Luiz.


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Josimaraha scritto:
O SENHOR É QUEM TE GUARDA!
Elevo os olhos para os montes:
  ./\ .. /\ . /\  de onde me virá o socorro?
  ( ) ( ) ( )    O meu socorro vem do Senhor,
  ' Y  .Y. .Y    que fez o céu e a terra.
    `\ .|. / '     Eis que não tosquenejará nem
     \ .|./ ,      dormirá o guarda de Israel.
  (`“•.\|/¸.•“´)   O Senhor é quem te guarda;
    >`“•♥•“ `<    O Senhor é a tua sombra à tua direita
  (¸.•“/|\`“•.¸)   O sol não te molestará de dia,
 ¸.•´    o ¸.•´  nem a lua, de noite.
( `•.     ( `•.   O Senhor te guardará de todo mal:
 ¨)     ´ )    O Senhor guardará a tua entrada
 (¸.•♥      e a tua saída,
Ele guardará a tua alma
desde agora e para sempre.♥
 .-"'/))'"-.       ♥ (SL 121 ) ♥
 ( (';') ) °›   
' . (")(") . 'Descance nos braços do Senhor!
♥>>"-.,.-"<&lt; ♥ °•*´¯`°•.¸♥¸.•°´¯`*•° ♥
Abraço para todos! ♥


"Espera pelo Senhor, tem bom ânimo,
e fortifique-se o teu coração;
espera, pois, pelo Senhor" (Salmos 27:14)


26 Mar.
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